terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Devaneios

Há uma certa faixa etária com a qual uma pessoa tem uma certa dificuldade em lidar nos transportes públicos. Existem aquelas pessoas entre os 55 e os 65 talvez(?) em que uma pessoa não sabe se aquele senhor ou senhora são mesmo de idade ou se os marcos na cara são apenas rugas precoces ou então marcos de uma vida de trabalho. Eu cá fico um bocado indecisa: "É velho, não é velho...?", "Devo ou não oferecer o meu lugar?".
Se não oferecer parece-me indelicado da minha parte, "uma jovem com perninhas para andar não oferecer o lugar", mas se for perguntar se a sra. ou o sr. querem ficar no meu lugar, tenho receio de ofender susceptibilidades.
Vejamos, é um bocadinho mau, parece que estou a espetar na cara das pessoas: "Sim, o sr. é velho, de idade, idoso mesmo." Para além da possibilidade de podermos levar com uma resposta torta ou um olhar furioso por estarmos a chamar alguém velho ou ainda por sequer nos atrevermos a sugerir que a pessoa parece mais velha do que na realidade é:
"Não, não, nada disso. Longe de mim."

By the way, as aspas sou eu a pensar.

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